<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8190695823699608120</id><updated>2011-11-27T16:44:01.819-08:00</updated><title type='text'>Romance QUEIMA DE ARQUIVO de Gabriel Nascimento</title><subtitle type='html'>Olá pessoal, este é o blog original do meu romance QUEIMA DE ARQUIVO. Sintam-se como na sala de sua casa.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://omusicoeopoetaqa.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8190695823699608120/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omusicoeopoetaqa.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>GABRIEL NASCIMENTO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gCzWzTJuxhc/Sm4R1jIQ1QI/AAAAAAAAAc4/BxXval-PkoI/s1600/180720091412.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>4</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8190695823699608120.post-1230327043061617768</id><published>2009-04-13T14:36:00.001-07:00</published><updated>2009-07-16T17:43:17.651-07:00</updated><title type='text'>Capítulo XVIII- Completo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_gCzWzTJuxhc/Sl_IwypIk6I/AAAAAAAAAZw/3oFpw2rwwYA/s1600-h/biel.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_gCzWzTJuxhc/Sl_IwypIk6I/AAAAAAAAAZw/3oFpw2rwwYA/s400/biel.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359222822147756962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;   ESCREVER NO SÉCULO XXI É UM DESAFIO QUANDO SE CONFUNDE ESTILO LITERÁRIO COM TEMPO LITERÁRIO. EU ME CONSIDERO UMA MISTURA DE REALISMO, ROMANTISMO E MODERNISMO ESCREVENDO.&lt;br /&gt;   LEIA ALGUNS CAPÍTULOS DO MEU LIVRO "QUEIMA DE ARQUIVO". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo XVIII- Freud explica!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Luíza estava em Itabuna. Planejava fugir de lá o quanto antes. Foi a um banco na Avenida Cinquentenário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sinto muito, senhora, não há nada aqui na sua conta! – no caixa, trêmula, Luíza ficou horrorizada. – O que há aqui é um débito de 3.500 reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Meu Deus! Não pode ser...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Luíza foi até à agência bancária tentar resgatar o pouco dinheiro que havia guardado numa poupança. Mas algum bandido desviou esse pouquinho de dinheiro que lhe sobrava e com o qual ele iria fugir para sempre do seu Marcelo e das coisas que a perturbavam na sua boa Itabuna. O que restaria? Ir para Ilhéus? Ilhéus, uma belíssima cidade de praia, terra de Gabriela e seu Jorge, um homem amado no lugar.&lt;br /&gt;   Mas agora o que ela tinha era um débito de três mil e quinhentos reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O que a senhora vai fazer? – pressionava o homem.&lt;br /&gt;– De quanto é mesmo o débito? – era Marcelo, os olhos de Luíza brilham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– 3.500 reais, senhor!&lt;br /&gt;– Marcelo, por favor, não! – Luíza tenta impedi-lo falando elipticamente.&lt;br /&gt;– Quanto havia na conta?&lt;br /&gt;– 700 reais.&lt;br /&gt;– Abata a dívida e transfira 10 mil reais para a conta dela! – dava um cheque à moça do guichê!&lt;br /&gt;– Não, moça, por favor, não faça isso! – a mulher já estava prestes a realizar o processo. – Marcelo– continua ela – isso não é certo.&lt;br /&gt;– Pode ir, moça, não a ouça! – a atendente então finaliza o processo  enquanto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você não deveria fazer isso!&lt;br /&gt;– Deveria sim, Luíza! Deveria! Você é minha e eu não vou deixar você fugir de mim nunca mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   A moça entrega-lhe o cartão.&lt;br /&gt;– Obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Pulemos detalhes que só a vida sabe descrever bem pois essa escritora é a mais destra de todas as virtudes. No carro Luíza mantivera-se taciturna. Sua taciturnidade devia-se à salvação do seu belo Marcelo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você não sabe o quanto eu quero você! – Marcelo segura o rosto dela. –  E um crime nos uniu. Aquele – titubeia  ele – bilhete era só pra não me deixar triste ou era verdade? – deviam estar estacionados próximos a alguma praça de Itabuna. Há quem diga que era a José Bastos. – Você... – ele olha para ela, procurando-lhe a resposta nos olhos. – me ama?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ela abaixa a cabeça. Há um silêncio perspicaz. Ela levanta a cabeça e olha Marcelo, sério. Chorou, por mais que não quisesse, por mais que não quisesse sentir, chorou. Às vezes o silêncio conversa mais do que o barulho. Com lágrimas então, se quisesse ela, não precisaria responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sim! – Os olhos de Marcelo brilhavam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   A cena é de uma pureza fatídica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Desde a primeira vez que eu vi você, eu... não pude mais esquecer. – um silêncio fê-la calar a boca, a alma continuava tagarelando. – Sofri muito por ver que, além de rico, você nem observava em mim. Decidi então tentar esquecê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   O silêncio reluzia despudorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Aí eu percebi você!&lt;br /&gt;– E acabou me ferindo!&lt;br /&gt;– Desculpa, eu não tinha o direito de tentar comprar você pra que fosse para a cama comigo! Eu amo você, Luíza e é o que importa. Fica comigo!&lt;br /&gt;–  Mas você é rico e eu sou pobre, Marcelo!  &lt;br /&gt;– Quem disse que eu me importo, Luíza! Eu não me importo com isso, o amor não respeita classe social, Luíza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Será realmente que o amor existe. Fico-me cá a pensar... estrelas também existem assim como romances confusórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mas, e a Eliene? Ela gosta de você!&lt;br /&gt;– A Eliene é louca! Ela é doente! Em pensar que eu cheguei a confundir amor com   ódio – limpa a lágrima do rosto dela. – Você é minha, Luíza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ele a beija. Desta vez o beijo é mútuo. Há uma boa permutação de sentimentos. Eles amam-se e, não compreendem também o amor. &lt;br /&gt;   O amor, deem-me licença os que dizem não serem céticos, é uma equação inexata, irracional. Quando se ama se é uma incógnita, o xis da questão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;–  Eu quero você para sempre! –  ele estava encantado. –  Minha pianista! Você é minha, agora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ela sonhava.&lt;br /&gt;   Tocava para ele Traumerei de Schumann. Vestia um enorme e elegante vestido de seda negra.&lt;br /&gt;   Ele olhava-a ludibriado, subjugado. O conto de fadas dela acaba ao som do “devaneio musical” nos olhos verdes dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Será que vai dar certo... eu tenho medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ela estava realmente insegura. Eu também o estou neste romance pra mortais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu tenho medo, Marcelo! – repete a menina.&lt;br /&gt;– É um dos mais sinceros sentimentos humanos, meu amor! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ela era dele e este capítulo é meu. E eu quero que ele acabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                               ***&lt;br /&gt;   No centro da cidade a polícia varria mais uma vez os camelôs da Avenida Cinquentenário. No Bairro de Fátima, nos bares, a classe média comprava e usava drogas em pleno dia. &lt;br /&gt;   Na Avenida Beira Rio Marcelo dirigia com seu grande amor do lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Vamos tomar um sorvete? – diz ele.&lt;br /&gt;– Eu estou um pouco enjoada.&lt;br /&gt;– Ah, por favor, Luíza! Tudo bem que você não quer ser minha, mas toma  um sorvete comigo não é nada  de mais.&lt;br /&gt;– Certo, Marcelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Na realidade ela estava ainda muito insegura em relação ao futuro. O futuro é uma criança que estamos levando no colo. Cresce bem rapidamente essa criança com suas peripécias gostosas ou não.&lt;br /&gt;   Ela olha para ele. Tinha confiança nele mas sentia-se bem insegura diante daqueles acontecimentos. Como seria de agora para frente? Não podemos detalhar esta precoce criança chamada futuro. Enquanto nós, Luíza ou Marcelo, somos e seremos sempre precoces desde que haja presente, passado e futuro. O próprio futuro, vede, está precoce nesta história.&lt;br /&gt;   Quem teria matado Noelma, se não Marcelo? Como explicar a cena que ele estava com a arma apontada para Noelma no chão? O futuro responderá. O futuro é uma criança que estamos carregando no colo, o passado é um gigante idoso, eufemístico e redundante que só; o presente somos nós.&lt;br /&gt;   Doravante viveriam eles uma história de amor? Ele, não tão diferente, estava sonhando. Tal como quem o escreve.  Era uma criança naquele momento. Uma bela história de amor aqui se começa a contar: a história de um rapaz rico que se apaixonou por uma jovem pobre, fora do seu contexto de filosofia que lhe pôde ensinar um pouco mais sobre a vida do que pressupôs saber. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Fica comigo – pedia ele.&lt;br /&gt;   Aliás suplicava para não ser minimalista, do que os autores de novelas escritas a punho são acusados. &lt;br /&gt;– Será que vai dar certo, Marcelo? Você é rico e eu sou pobre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ele agonia-se com aquela repetição de valores. Tudo é resultado de sua criação. Na de Luíza talvez tenha entrado, bom e inédito leitor, a parte de que classes sociais não possam realizar uma mistura. O que é vigente nesta aldeia de seres orgulhosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você quer que eu deixe toda a minha riqueza para viver com você, Luíza? Eu deixo tudo, meu amor!&lt;br /&gt;– Não é isso, Marcelo! Eu estou tão insegura!&lt;br /&gt;– Você não continua achando que fui que eu matei a Noelma, não é?&lt;br /&gt;– Claro que não, Marcelo! Mas se o assassino fica com mais ódio de nós dois?&lt;br /&gt;– Ele vai se dar mal porque eu sou um dos homens mais seguros que existem. Ando muito bem armado, tenho os melhores homens...&lt;br /&gt;   Modéstia era um bichinho gordo e, infelizmente, para a tristeza de Platão, grego. Que ele era bem armado, não se podia negar. Adorava armas . Seu pai tivera uma coleção de armas de todos os tipos. Ele, por sua vez, continuava a tradição: Smith Wesson, Winchester, 380, k-47, M-16, 9 milímetros, Colt, etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Chegaram então à sorveteria que se não me mente a inspiração era na praça Olinto Leone, de frente para o Rio Cachoeira. &lt;br /&gt;   Tomavam o sorvete e conversavam. Ela convidou-o para tomar o sorvete fora da sorveteria. Ele preferiria ficar preso a convenções a ceder a paradoxos. Mas ainda assim aceita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Fica comigo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ela tenta responder de uma maneira educada. Um beijo cala a sua voz meiga e suave.   Um beijo correspondido e que dura alguns poucos minutos. Eram ambos jovens, unidos por um acaso de um assassinato, feitos um para o outro.&lt;br /&gt;   O beijo e o silêncio mais uma vez querem calar este capítulo. E dão o veredicto. Data vênia! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Uma amiga de escola de Luíza passa e a vê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Luíza, quanto tempo!&lt;br /&gt;– Muito, Ana!&lt;br /&gt;– Não acredito, esse daí é o Marcelo Fontana, aquele milionário que se mudou para Itabuna faz pouco tempo?&lt;br /&gt;– É. – Luíza responde tímida pela exposição diante de sua amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   A garota não perde tempo e logo cumprimenta-o, pede-lhe um autógrafo e tira uma foto perto dele e de Luíza. Ao sair ainda diz: “Me convida pro casamento, Luíza!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ás vezes por mais que tentemos, tem coisas que fogem o nosso domínio mesmo quando parece que temos o domínio sobre elas. Tal é este capítulo. Tem vida própria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8190695823699608120-1230327043061617768?l=omusicoeopoetaqa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omusicoeopoetaqa.blogspot.com/feeds/1230327043061617768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omusicoeopoetaqa.blogspot.com/2009/04/capitulo-xiii-incompleto.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8190695823699608120/posts/default/1230327043061617768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8190695823699608120/posts/default/1230327043061617768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omusicoeopoetaqa.blogspot.com/2009/04/capitulo-xiii-incompleto.html' title='Capítulo XVIII- Completo'/><author><name>GABRIEL NASCIMENTO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gCzWzTJuxhc/Sm4R1jIQ1QI/AAAAAAAAAc4/BxXval-PkoI/s1600/180720091412.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_gCzWzTJuxhc/Sl_IwypIk6I/AAAAAAAAAZw/3oFpw2rwwYA/s72-c/biel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8190695823699608120.post-4084080595946324847</id><published>2009-04-07T20:31:00.001-07:00</published><updated>2009-04-13T15:45:50.064-07:00</updated><title type='text'>Capítulo XVII</title><content type='html'>Capítulo XVII- O Faust &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Naquela noite Marcelo estava preso. Prometera à Luíza não tentar nada. Será que cumpriria? Talvez não. Se alguém conseguisse observar e ser atento a tudo nem assim poderia descobrir tudo em si mesmo. Ah incógnita surreal! Marcelo era uma dessas equações que desafiam até mesmo os matemáticos. Disse-me certa bacharel  em matemática uma vez: a vida é uma equação inexata.&lt;br /&gt;   Marcelo obrigou-a a dormir no mesmo quarto que ele. Logo ela não quis. Pediu para voltar para o seu hotel. Ele argumentou de preâmbulo que seria perigoso ela dormir sozinha. Prometera então não tentar nada. Não tentou porque penso que sei o final do capítulo. Não sei, os capítulos ganham vida, asas e independência... &lt;br /&gt;   Claro que Marcelo tinha cuidado. Isso nem o capítulo pode negar, já que este menino audacioso e teimoso tem o nariz em pé.  Cuidado ele tinha. Mas a queria perto de si. Queria Luíza como um pequeno violinista  quer o seu violino. Queria ter essa menina do seu lado para que pudesse apresentar aos seus amigos de farra e dizer: “Aí ‘cara’, essa é minha namorada, Luíza, pianista e violonista”. Aspirava a ser esse coloquial apresentando o sublime do clássico. &lt;br /&gt;   Marcelo conseguira um colchonete com algum dos empregados do hotel, comprara ou fizera qualquer coisa. Tudo vale a pena se a alma não é pequena! Belo  trecho de Pessoa.&lt;br /&gt;  –  O que você está fazendo?  – Marcelo repreendia Luíza que tentava forrar o colchonete no chão como quem pretende dormir nele.&lt;br /&gt;– Forrando o colchonete para dormir... – ela ficou perplexa com aquilo.&lt;br /&gt;– E quem te disse que eu ou permitir que você durma no chão? Você vai dormir na cama!&lt;br /&gt;– Não, aqui está ótimo! Você é que não pode dormir no chão, Marcelo!&lt;br /&gt;– Eu sou normal igual a todo mundo, Luíza! E além do mais eu não vou permitir que o ser mais belo desse mundo durma no chão!&lt;br /&gt;   Ele a beija. Ela tenta impedir mas o calor daquele momento era mais forte. Marcelo, durante o beijo coloca a mão dela em cima do seu ombro. Para ele, naquele momento só existiam ela e ele. &lt;br /&gt;   Mais uma vez ela quebra aquele momento. O amor é uma loucura que, quando se fica louco, nunca mais se é normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu não posso, Marcelo!&lt;br /&gt;–  Pode sim, Luíza! Pode sim.&lt;br /&gt;–  Você é rico e eu sou pobre, não daria certo!&lt;br /&gt;– Eu não me importo com isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Discutamos uma coisa! Ou não dependendo da tinta da caneta... a beleza e a feiúra, a riqueza e a pobreza. Por que o que se é feio ou pobre é ruim? Por que o ruim é mau? Por que o ruim é ruim? Por que a sociedade assim ensinou. São convenções lingüísticas, filosóficas e morais da sociedade em relação à vida. &lt;br /&gt;   Se o texto tem foco narrador-observador é porque a prosa tem que ser uma conversação com o leitor. No mais o leitor sempre entende o motivo. Ele é obtuso mas é resoluto. Mas deixemos Machado de Assis no final do século XIX presidindo a Academia Brasileira de Letras.&lt;br /&gt;   E valores conservadores, deixemos?&lt;br /&gt;   Eliene estava louca! Marcelo havia sumido completamente. Na televisão passava a ascensão à Presidência norte-americana de Barack Obama, o primeiro presidente negro dos Estados Unidos. Eliene liga a televisão.&lt;br /&gt;–  Agora é que “tá” de mais, um “preto” sendo eleito presidente, veja só!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Um pouco mais tarde, a noite era bela. Luíza também. Bela e débil, bem no estilo romântico na sacada. O Rio de Janeiro- a cidade maravilhosa, bela perífrase gramatical, e suas praias. Estudar as mulheres é muito mais difícil do que estudar gramática, ou geometria analítica. S o que é difícil é culto, elas são seres cultos. Não se pode chamar um ser como esse de sexo frágil só por parecer tênue. A vida sim é tênue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;–  Você teve uma infância triste, não é mesmo? – Marcelo estava atrás de Luíza.&lt;br /&gt;– Muito triste. – Ela responde com uma voz suave.&lt;br /&gt;– Conta pra mim,  – Marcelo aspirava àquele momento  – pra mim a sua vida interessa muito!&lt;br /&gt;– Perdi os meus pais bem nova! – uma lágrima cai de sua face.  – Eles foram esquartejados!&lt;br /&gt;– Esquartejados! Nossa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– A vida tem sido ríspida. Eles deviam a um agiota muito perigoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ele parecia sensibilizado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu só não fui esquartejada porque estava debaixo da mesa. – faz um silêncio, estava chorando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ele a vira. Limpa-lhe a lágrima na face. Eles se olham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você é uma grande menina. – Deita a cabeça dela em seu ombro. – Uma linda e doce menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Este texto mais parece um ensaio literário sobre um livro chamado VIDA. Ele a queria para si. Mas sim! Ela também o queria. E eram duas ínfimas crianças diante do universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Luíza, eu nunca senti isso por alguém! – levanta o rosto dela para ver aqueles olhos verdes. – Eu posso estar louco dizendo o que eu vou dizer, mas... EU AMO VOCÊ!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Os olhos dela brilham. Ele a beija. E a noite passa, menina ainda. No chão Marcelo acorda às nove da manhã. Está seminu, sem camisa. Luíza não está na cama. Ele pertuba-se. Na cama estava um bilhete que dizia mais ou menos se não me falta a memória:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Marcelo, desculpe por eu ser infeliz! A vida me presenteou você, um lindo presente, mas tenho medo que a minha tristeza estrague esse presente. Por isso fugi. Também temos medo do que amamos e temos medo de machucar. Por isso fugi.&lt;br /&gt;   Porque amo você!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ele fica cético sobre o que tinha lido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu preciso encontrar essa garota! – estava ludibriado. – Agora! Ou vou perder pra sempre o grande amor de minha vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Pegou o seu utilitário esportivo e saiu como em filme de ação: “cantando pneu”. Freud explica!&lt;br /&gt;   No carro vêm-lhe as reminiscências do concerto que ela dera. Estava linda! Assim como seu solo. Como pudera errar tanto sobre o caráter de um ser humano? Qual criatura era Luíza! Bela virtuose era ela!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8190695823699608120-4084080595946324847?l=omusicoeopoetaqa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omusicoeopoetaqa.blogspot.com/feeds/4084080595946324847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omusicoeopoetaqa.blogspot.com/2009/04/capitulo-vii-incompleto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8190695823699608120/posts/default/4084080595946324847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8190695823699608120/posts/default/4084080595946324847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omusicoeopoetaqa.blogspot.com/2009/04/capitulo-vii-incompleto.html' title='Capítulo XVII'/><author><name>GABRIEL NASCIMENTO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gCzWzTJuxhc/Sm4R1jIQ1QI/AAAAAAAAAc4/BxXval-PkoI/s1600/180720091412.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8190695823699608120.post-290414331765124312</id><published>2009-03-12T13:09:00.000-07:00</published><updated>2009-03-12T13:09:47.732-07:00</updated><title type='text'>Blog do Gabriel Nascimento: O TERNO DE VIDRO CAPITALISTA e A SOMBRA DA MADRUGADA</title><content type='html'>&lt;a href="http://omusicoeopoeta.blogspot.com/2009/02/o-terno-de-vidro-capitalista.html#links"&gt;Blog do Gabriel Nascimento: O TERNO DE VIDRO CAPITALISTA e A SOMBRA DA MADRUGADA&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8190695823699608120-290414331765124312?l=omusicoeopoetaqa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://omusicoeopoeta.blogspot.com/2009/02/o-terno-de-vidro-capitalista.html#links' title='Blog do Gabriel Nascimento: O TERNO DE VIDRO CAPITALISTA e A SOMBRA DA MADRUGADA'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omusicoeopoetaqa.blogspot.com/feeds/290414331765124312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omusicoeopoetaqa.blogspot.com/2009/03/blog-do-gabriel-nascimento-o-terno-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8190695823699608120/posts/default/290414331765124312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8190695823699608120/posts/default/290414331765124312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omusicoeopoetaqa.blogspot.com/2009/03/blog-do-gabriel-nascimento-o-terno-de.html' title='Blog do Gabriel Nascimento: O TERNO DE VIDRO CAPITALISTA e A SOMBRA DA MADRUGADA'/><author><name>GABRIEL NASCIMENTO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gCzWzTJuxhc/Sm4R1jIQ1QI/AAAAAAAAAc4/BxXval-PkoI/s1600/180720091412.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8190695823699608120.post-2059897988522221983</id><published>2009-03-12T12:43:00.000-07:00</published><updated>2009-03-12T12:52:48.200-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Olá, este é o Blog em que serão publicados capítulos do romance QUEIMA DE ARQUIVO de minha autoria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Por enquanto estamos fora do ar porque o romance ainda não está pronto. Você pode acompanhar postagens, crônicas, contos e poemas, assim como demais coisas no Blog do Gabriel Nascimento que tem por link //http://www.omusicoeopoeta.blogspot.com/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;, clique em cima e entre lá, critique, comente clicando em comentários, vote na enquete... &lt;br /&gt;         E não se esqueça, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;o Blog do Gabriel Nascimento também é seu&lt;/em&gt;!&lt;/strong&gt;&lt;a href="&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8190695823699608120-2059897988522221983?l=omusicoeopoetaqa.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omusicoeopoetaqa.blogspot.com/feeds/2059897988522221983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://omusicoeopoetaqa.blogspot.com/2009/03/ola-este-e-o-blog-em-que-serao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8190695823699608120/posts/default/2059897988522221983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8190695823699608120/posts/default/2059897988522221983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omusicoeopoetaqa.blogspot.com/2009/03/ola-este-e-o-blog-em-que-serao.html' title=''/><author><name>GABRIEL NASCIMENTO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_gCzWzTJuxhc/Sm4R1jIQ1QI/AAAAAAAAAc4/BxXval-PkoI/s1600/180720091412.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
